Ddessa vez, o post foi escrito por Arthur Carvalho. Ele dividiu com a gente 4 lições que aprendeu escrevendo o romance erótico Challenger, lançado pela Editora 42. Valeu, Arthur!

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O que você pensaria de uma mulher adúltera, mais velha, mãe e que é paga para se envolver com um aluno do último ano do colegial?

Mas espere, antes de julgar, saiba que ela poderia qualquer uma das mulheres que você conhece, quem sabe até mesmo você.

O que você faria, motivado pelo senso de dever, para cuidar de sua família ou para viver uma paixão, senão proibida certamente desaconselhada?

Essa é a parte mais incrível de Challenger, além de sua verdade ao nos expor o quanto somos recobertos por camadas de julgamentos que se desfazem ao menor sinal de que seremos os réus, ao invés do juiz.

Uma história que une erotismo, amor, as inseguranças de um adolescente descobrindo o prazer e os laços fortes que unem duas pessoas que se amam.

Challenger vai te desafiar de uma forma ousada e impensada.

Até onde você está disposto?

Era uma tarde de sábado, se bem me lembro – maio de 2014. Estava tomando cerveja com uns amigos e, por falta de assunto ou porque tinha mesmo que acontecer, aquela coisa de falar de paixões platônicas, de mulheres que passam como um furacão na nossa vida, de amores inatingíveis, veio ao assunto. E me lembrei da “Fernanda”. E de mais um monte de coisas.

Lógico que não coloquei isso na roda de bate-papo, mas voltei pra casa pensando: isso daria um livro. E lá fui eu. Naquele mesmo dia, comecei a passar as ideias pro papel, digo, computador.
Quando comecei a escrever, percebi que todo o ocorrido ainda estava tão claro em minha mente… Lembrei da “Fernanda” (Esse não é o nome verdadeiro dela. Por respeito e privacidade, troquei).

Voltei à carteira da faculdade, às aulas de Ciência Política. Aqueles momentos em que sentia o rosto corar, o coração acelerar e, claro, independente da roupa comportada que ela sempre usava, lembrei daquele corpo tentador. Esse meu comportamento me fazia sentir como um adolescente apaixonado, que não sabe como esconder a admiração, o tesão… de tão encantado! Foi aí que resolvi me descrever no livro como Victor, um adolescente inexperiente, e não como o Arthur, que era apenas alguns anos mais jovem que a sua professora da faculdade.

E em algumas semanas já havia escrito a trama toda de Challenger (Curioso com o título do livro? Vai ter que ler para saber, ;).

Foi tudo muito rápido, mas não menos transformador em minha vida, essa coisa de escrever. Nunca me vi escritor. Ainda hoje, quando converso com algumas pessoas e elas perguntam o que faço, eu falo do downhill, do meu trabalho, e fico sem jeito de contar que em várias livrarias do Brasil e na internet, uma parte da minha vida está lá, relatada. Estranho, não é?!

E como sempre se aprende com uma nova experiência, agradeço desde já a oportunidade que o Thiago d’Evecque está me concedendo e tentarei concentrar em QUATRO tópicos o que aprendi com Challenger. Vamos lá:

1) Você precisa saber o que está escrevendo

Eu nunca me interessei em ler um livro de literatura erótica. Na verdade, até eu começar a escrever o Challenger, eu nem sabia desse “ramo” literário. Mas quando terminei o manuscrito, pedi a duas amigas próximas para lerem e me darem suas opiniões. Sabe o que me surpreendeu? Ambas, sem saber, me fizeram a mesma pergunta: “Você transou com essa professora, não foi?” Curioso, indaguei por que haviam chegado a essa conclusão. E a resposta de ambas foi bem parecida: “Você descreveu as cenas de orgasmo dela com muitos detalhes.”  Tá certo que uma penca de coisas que escrevi foram cenas imaginadas, mas… Sabia do que estava falando. Não se deve tentar enganar o leitor. Aliás, não se deve tentar enganar ninguém!

2) Escritor de literatura erótica = tarado

Nem sei bem como dizer… Mas as mulheres do meu convívio estão olhando meio diferente pra mim. Umas se tornaram mais cheias de pudores, outras, mais atiradas…  Tem ainda as garotas que me adicionam nas redes sociais e são bem incisivas sobre o que acham de mim. E eu sou tímido pra caramba. Ainda não sei direito como lidar com isso!

3) Todo mundo quer seu livro… de graça

Eu bem que tentei não dar esse título agressivo, mas a verdade é essa. Fico triste quando percebo como algumas pessoas ainda têm uma mentalidade estreita sobre a questão. Muitos acham que nós, novos escritores, somos exatamente como os grandes autores: publicamos um livro, ficamos ricos, e isso sem ter gastado um centavo no processo de publicação. Por desconhecerem todas as dificuldades que passamos, mas por ver que estamos divulgando nosso trabalho, já acham que estamos ricos e famosos. ‘O que custa dar um livro para mim?’ Quisera eu poder presentear a todos, mas ficaria feliz com aqueles que entendessem que não posso. Não quero parecer mesquinho, só dizer que passamos por dificuldades.

4) Você será mordido pelo bicho da escrita

Não quero mais parar de escrever! A verdade é essa. Montei um site/blog, onde escrevo alguns contos envolvendo o casal Fernanda e Victor e, assim que enviei Challenger para a editora após a correção definitiva, já comecei a escrever a continuação do livro. Neste próximo trabalho, procurarei explicar partes que ficaram pendentes em Challenger, e a história está quase pronta e…. Revelando em primeira mão um segredo para os leitores deste blog: consegui conversar com a ‘Fernanda’ da vida real. Ela topou me dar umas opiniões nesse segundo livro.

Bom, acho que é isso. Muito obrigado pela leitura!

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